e-Bay de materiais de construção

e-Bay de materiais de construção

Poder vender, comprar ou trocar sobras de material de construção é uma realidade já presente em muitas cidades norte-americanas. Com efeito, o construtor nos Estados Unidos ao recorrer a redes como a DiggersList, de que já havíamos falado aqui, consegue evidentes vantagens ambientais e econômicas já que, para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras, se conseguem também reduzir custos e minimizar prejuízos. O mesmo se diga dos consumidores que, precisando fazer pequenos reparos ou reformas, se vêm tantas vezes obrigados a comprar caixas inteiras de azulejos das quais utilizam apenas 2 ou 3 unidades.

Note-se que os produtos à venda nessas redes não são de material de demolição ou em mau estado mas itens semi-novos ou mesmo novos, ainda na caixa, provenientes de sobras de linhas de produção de comércios ou industrias, mostruários e também restos de obras particulares.

Há alguns meses foi lançada uma nova rede nesses moldes que tem como peculiaridade adotar um modelo de funcionamento similar ao e-Bay ou ao Mercado Livre em que os produtos são vendidos por usuários individuais, empresas ou lojas de rua que utilizam o sistema como uma vitrine virtual. Os utilizadores da C&D Material Trader Network precisam apenas criar uma conta e começar os negócios. Um detalhe interessante é que quando uma transação é bem sucedida o site gera um relatório que, com base nos critérios do Waste Reduction Model (WARM) (Modelo de Redução de Resíduos) da Agência de Proteção Ambiental (EPA), certifica o montante de gases de efeito de estufa que o material teria gerado se fosse descartado em um aterro.

É evidente que para que um sistema desses funcione como um recurso efetivo para o mercado da construção é necessário um número substancial de participantes. Aqui no Brasil, só consigo imaginar algo semelhante sob o patrocínio de uma grande cadeia de materiais de construção (alô Leroy Merlin! alô Telhanorte! alô C&C!). Apesar de parecer um contra-senso, creio que essas empresas poderiam ganhar pontos com a iniciativa: serviço extra para seus clientes, complementando os programas de reciclagem que algumas já possuem; marketing positivo, por contribuir para a redução de resíduos e desperdícios em um setor que é justamente apontado como um vilão ambiental, e, porque não, beneficiar-se com as pequenas taxas que os utilizadores pagariam pelo serviço prestado, à semelhança do que sucede no Mercado Livre.

Fica a sugestão.

com informações de ecohome

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