Escassez no país das águas

Escassez no país das águas

Segundo a Agência Nacional de Águas, o Brasil, país detentor de 12% das reservas mundiais de água doce, precisa de investimentos de R$ 27,7 bi para garantir o abastecimento das suas populações em um futuro próximo. Sobre o assunto, Fernando Rodrigues escreveu em seu blog:

Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a demanda de água em regiões metropolitanas já é maior do que a produção atual do recurso. Serão necessários investimentos de R$ 27,7 bilhões para impedir um colapso no setor nos próximos 15 anos, quando as regiões metropolitanas estudadas terão um aumento de 25 milhões de habitantes.

Esses R$ 27,7 bilhões, a título de comparação, representam um valor maior do que tudo o que o governo federal gastou neste ano de 2009 para conter os efeitos da crise financeira internacional. Os cortes de impostos em vários setores da economia custaram cerca de R$ 22 bilhões a R$ 23 bilhões para os cofres do Tesouro Nacional.

O investimento necessário em produção, tratamento e fornecimento de águas é de R$ 12,024 bilhões, segundo a ANA. Para o tratamento de esgotos, a agência estima investimentos de R$ 15,699 bilhões. A soma desses dois valores resulta nos R$ 27,7 bilhões estimados pelo estudo –como pode ser comprovado no detalhamentos dos quadros apresentados ao final deste post.

As demandas urbanas atuais, em torno de 356 m3/s, são ligeiramente superiores à capacidade atual de produção de água (quase 352 m3/s), demonstrando que parte das unidades dos sistemas produtores opera em regime de sobrecarga ou de forma inadequada”, aponta o atlas sobre as regiões metropolitanas lançado pela ANA nesta quarta-feira (9.dez.2009).

integra do post aqui,

com informações e texto do Blog do Fernando Rodrigues

Compartilhe:

Comentários ( 3 )

  • Sergio K

    Investir em infraestrutura é essencial no combate à escassez. Estima-se que cerca de 30% da água destinada ao consumo são perdidas em vazamentos de tubulações. Em São Paulo, o aquífero da Bacia Sedimentar de São Paulo possui água clorada e fluoretada, ou seja, a principal recarga desse aquífero é por conta dos vazamentos da rede de distribuição.
    Combater o desperdício é investir em infraestrutura de modoa minimizar a capacidade de distribuição por perdas nas tubulações.

  • ecohabitar

    Exatamente Sérgio. E tem mais: essa água desperdiçada já foi tratada e teve um custo. Uma vez que ela é perdida em vazamento, não é consumida nem contabilizada pelos nossos medidores. Assim, nossas contas são 30% mais caras por conta dessa água que nós não utilizamos mas cujo custo de tratamento a Sabesp nos repassa.

  • Buscar água no ar | Ecohabitar

    […] solução para o crescente problema da escassez de água potável de que, aliás, já falamos aqui diversas vezes: uma máquina que produz água retirando-a do […]

Deixe seu comentário

O email não será publicado