Película fina: energia solar para todos

Película fina: energia solar para todos

O terceiro painel do SBCS09 tratou do assunto eficiência energética. O tema foi Inovação e Soluções em Eficiência Energética e entre os assuntos abordados esteve o da energia solar fotovoltaica. Ricardo Rutter, do LabEEE da UFSC levantou algumas questões técnicas e de gerenciamento dessa fonte salientando o potencial imenso que o país detém pelas suas condições naturais. Rutter defendeu a viabilização do sistema fotovoltaico em edificações urbanas conectados à rede elétrica pública em um futuro próximo, afirmando que o custo seria o que se gasta hoje com uma concessionária de energia.

De fato, quando o assunto em pauta é “painéis fotovoltaicos”, o item “custo” faz muitas vezes a conversa seguir rapidamente para o tópico seguinte. Apesar do Brasil ter mais horas de exposição solar que os campeões mundiais Alemanha ou Espanha, o preço com que os dispositivos chegam ao mercado torna-os inacessíveis para a quase totalidade dos interessados, por mais eco-militantes que sejam. E não é só no Brasil.

Em um artigo recente do New York Times, festejava-se a queda de preço dos painéis solares no mercado norte-americano devido ao aumento de produção de fabricantes chineses e à quebra na demanda em mercados europeus como a Espanha, o que motivava um excesso de oferta internacional. Depois ilustra a situação presente com um caso concreto: Greg Hare havia pago 77.000 dólares (!) por uma instalação em sua casa em Magnolia, Texas, a qual, um ano atrás, não sairia por menos que 100.000 (!!). O resultado é então saudado por Glenn Harris, executivo-chefe da SunCentric, empresa de consultoria energética, já que, em lugares onde as tarifas elétricas são altas e em conjunto com incentivos dados recentemente pelo governo, o tempo que a instalação fotovoltaica levaria para se pagar cairia de 22 para 16 anos (!!!).

A solução no entanto, parece que chegou. Apontado como uma das melhores invenções de 2008 pela revista TIME, o painel solar de película fina promete fazer a energia fotovoltaica mais acessível a todos. Fazendo uso do telureto de cádmio, uma tecnologia totalmente diferente da tradicional, a First Solar, inventora do processo, conseguiu produzir painéis solares como se de filme se tratasse, saíndo da linha de montagem em rolos. Se bem que a sua eficiência energética seja menor que a dos painéis comuns, o seu custo de produção, transporte e montagem é muito mais barato garantindo assim acessibilidade para um número muito maior de utilizadores.

Para além disso, uma vez que as suas dimensões e peso são bem mais amigáveis que o pesado aparelho tradicional, a sua aplicação não se restringe apenas aos tetos das edificações. Carros, laptops e mesmo roupas poderão fazer uso da tecnologia.

com informações de SustainLane

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